Cobertura do Evento – Coku 13 – A Comic City esteve lá e conta como foi!

Coku 13 – sobrevivi?

Último domingo dia 10 de março, como já havia anunciado no site participei de um evento voltado para os fãs de animes e mangás. Fui desprovido de preconceitos, pois antes de tudo sou amante da arte seqüencial, não importa se ela foi feita na terra do sol nascente ou poente. No entanto, me senti literalmente um peixe fora d’água. A começar pela idade média dos participantes que deveria estar entre 15 e 18 anos, sim, me senti um tanto quanto velho.

O evento ainda apresentou alguns problemas como a demora para abrir os portões, duas horas depois da anunciada; o preço do ingresso, R$20,00 se mostrou muito caro, pois em sua maioria o público era formado por adolescentes que não possuem fonte de renda além do bolso dos pais, desta forma ouvi diversas reclamações dos lojistas que deixaram de vender seus produtos devido à alegada falta de dinheiro dos fãs; mas acima de tudo, o maior problema que constatei neste evento foi a ausência de uma barraquinha especializada na venda de mangás. Custava a JBC, que apoiou o evento, colocar um stand para vender suas revistas? Uma das maiores frustrações minhas foi me preparar para comprar alguns dos lançamentos da própria editora e voltar de mãos abanando.

Embora tenha apresentados estes problemas, o evento não foi um fracasso. Os pontos altos do COKU 13 foram as atrações no palco e atividades paralelas. A começar pelos cosplayers que passeavam pelos salões o dia inteiro esperando pelo aguardado concurso que ocorreria apenas no encerramento as 20:00. Dentre os quais eu destaco, dos poucos que reconheci, Ken Masters e o Batman.

Não acompanhei de perto as atividades paralelas que ocorreram durante o dia como exibição de animês; exposição de ilustração dos alunos da Academia Anima de Artes; mesas de RPG; competição de games, cardgames, dublagem, esgrima medieval. Apenas breves passagens pelos espaços me permitiram ter um vislumbre geral da organização que ocorreu sem reclamações, mas com muita euforia.

O ponto alto foram duas palestras que ocorreram no palco principal. Embora o local não tenha sido o mais apropriado, pois os palestrantes tinham que disputar espaço com as lojas. Quem conseguiu prestar atenção aproveitou bastante.

Primeiro tivemos a palestra de Márcio Roberto do Carmo Junior da Comic City e do site Collector’s Edition Brasil que contou um breve histórico dos consoles de videogames (as empresas pioneiras, crises, novas tecnologias e o surgimento das grandes companhias atuais como a Nintendo, Sony e Microsoft), até chegar à atual geração de consoles e as tendências e projetos em desenvolvimento. A participação da platéia foi constante com diversas perguntas que enriqueceram ainda mais a apresentação.

Em seguida tivemos a palestra de um novo conceito de Trading Card Game inteiramente brasileiro: Conflictus Aeternus. Depois de três anos de desenvolvimento (teste, cartas, regras), o criador promete um jogo dinâmico, acessível e nacional. Lançado de forma independente à sete meses com um total de 150 cards, são previstas expansões a cada seis meses, mas sem perder o caráter de item colecionável. O cenário é a clássica luta da luz contra as trevas, com um detalhe de que estas se manifestam pelo multiverso. Dentre as perguntas levantadas pela platéia fomos informados que o cenário será mais bem explorado em livros a serem lançados ainda este ano e, futuramente, em RPGs.

E fechando com chave de ouro, a banda Tsuyosa de Minas Gerais apresentou com qualidade as músicas de entrada dos principais animes da televisão japonesa. Clássicos que até um fã de quadrinhos ocidentais conhece como a abertura de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Shurato, Pokemon, Yu Yu Hakusho e até alguns mais recentes como Elfen Lied. Ok, estes foram os que eu reconheci, mas tenho certeza que deve ter tocado alguma coisa de Naruto ou qualquer outro desenho mais atual.

O saldo do evento foi no fim positivo, embora eu tenha passado por um estranhamento inicial e a decepção de não encontrar os mangás que eu esperava comprar, me diverti com essa cultura “estranha” otaku. E afinal, pessoas estranhas eu também encontro em eventos de quadrinhos de super-heróis, afinal quem nunca viu alguém todo coberto de papel metálico segurando uma tábua de passar roupa falando que era do Surfista Prateado?

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